Muitas pessoas em Divinópolis e em todo o Brasil vivem o que chamamos de “família de fato”. São casais que dividem a vida, os sonhos, as contas e, muitas vezes, constroem um patrimônio sólido juntos, mas sem nunca terem passado pelo cartório para oficializar um casamento civil.

Se você vive nessa situação, saiba que a lei brasileira reconhece e protege a União Estável. No entanto, quando o assunto é o falecimento de um dos companheiros ou a separação, a falta de um documento formal ou de um planejamento jurídico pode transformar a vida do sobrevivente em um verdadeiro emaranhado de processos judiciais e insegurança financeira.

Neste guia completo, vou explicar tudo o que você precisa saber para proteger quem você ama e garantir que o patrimônio construído com tanto esforço seja preservado.

O que define uma União Estável em 2026?

Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário morar sob o mesmo teto por 5 anos ou ter filhos para que a União Estável seja configurada. O Código Civil e as decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) focam na convivência pública, contínua e duradoura, estabelecida com o objetivo de constituição de família.

Os elementos fundamentais:

  • Publicidade: A comunidade, os amigos e os vizinhos reconhecem vocês como um casal.
  • Continuidade: Não é um relacionamento de “idas e vindas” sem compromisso.
  • Objetivo de constituir família: É o desejo mútuo de construir uma vida em comum, independentemente de filhos.

O Perigo do “Regime Padrão”: A Comunhão Parcial de Bens

Quando um casal vive em união estável e não faz um Contrato de Convivência ou uma Escritura Pública especificando o regime de bens, a lei aplica automaticamente o regime da Comunhão Parcial de Bens.

Isso significa que tudo o que for adquirido onerosamente (comprado) durante a união pertence aos dois, em partes iguais (50% para cada). Parece simples, mas na hora do inventário ou de uma partilha, as dúvidas surgem:

  1. Aquele apartamento que eu comecei a pagar antes de conhecer meu parceiro entra na divisão?
  2. E a herança que recebi dos meus pais durante a união?
  3. Como provar a data exata em que a união começou para dividir os bens corretamente?

Sem um documento jurídico, essas respostas dependem de provas (testemunhas, fotos, extratos bancários), o que torna o processo lento, caro e emocionalmente desgastante.

O Direito à Herança na União Estável: O que mudou?

Um marco histórico no Direito de Família foi a decisão do STF que equiparou a união estável ao casamento para fins de sucessão (herança). Antigamente, o companheiro sobrevivente estava em uma posição de desvantagem em relação ao cônjuge casado. Hoje, os direitos são iguais.

Se o seu companheiro falecer, você terá direito à sua parte nos bens comuns (meação) e, dependendo do caso, concorrerá com os filhos ou pais do falecido na herança dos bens particulares.

A importância do Inventário

Se você enfrenta a perda de um companheiro, o primeiro passo é a abertura do inventário. Se houver acordo entre os herdeiros e não houver filhos menores, podemos realizar o Inventário Extrajudicial em cartório, o que é muito mais rápido. Caso contrário, seguiremos pela via judicial.

Por que fazer um Planejamento Sucessório ainda em vida?

O planejamento sucessório não é algo “apenas para ricos”. É uma ferramenta de amor e cuidado. Planejar como ficarão seus bens evita que sua família brigue na justiça e garante que a vontade de quem partiu seja respeitada.

1. Testamento

Você pode destinar até 50% do seu patrimônio total para quem quiser (inclusive para o companheiro, além da parte que ele já tem por lei). Isso é ideal para proteger um parceiro que não tem renda própria ou para beneficiar um ente querido específico.

2. Holding Familiar

Para famílias com imóveis ou empresas em Divinópolis e região, a criação de uma administradora de bens (Holding) pode reduzir drasticamente os impostos de sucessão (ITCD) e evitar que o patrimônio fique travado em um inventário que pode durar anos.

3. Seguro de Vida e Previdência Privada

São recursos que não entram no inventário. O valor é pago diretamente aos beneficiários em poucos dias após o óbito, garantindo liquidez financeira para a família arcar com as despesas imediatas.

O “Contrato de Namoro” vs. União Estável

Muitos clientes chegam ao escritório perguntando sobre o Contrato de Namoro. Ele é útil para casais que estão juntos, viajam, dormem um na casa do outro, mas ainda não têm a intenção de constituir família agora.

Esse documento serve para declarar que, naquele momento, não existe união estável, protegendo o patrimônio individual de cada um. É uma forma moderna e segura de viver um relacionamento sem medos jurídicos imediatos.

Passo a Passo para Regularizar sua Situação

Se você vive em união estável e quer dormir tranquilo, siga este checklist:

  1. Faça uma Escritura Pública de União Estável: Vá ao cartório com sua advogada e formalize a relação. Escolha o regime de bens que melhor se adapta à realidade de vocês (Comunhão Parcial, Separação Total ou Comunhão Universal).
  2. Determine a Data de Início: Isso evita discussões futuras sobre quando os bens começaram a se comunicar.
  3. Organize os Documentos: Guarde comprovantes de compra de imóveis, veículos e investimentos.
  4. Consulte um Especialista: Cada família é única. Uma análise personalizada pode identificar riscos que um modelo de internet não mostra.

Como a Dra. Maria Luiza pode te ajudar?

Meu compromisso é oferecer uma advocacia humanizada e estratégica. Entendo que tratar de herança e separação envolve sentimentos profundos. Por isso, meu foco é sempre a resolução consensual e a proteção dos seus direitos, atuando com agilidade e transparência.

Atendo presencialmente em nosso escritório em Divinópolis/MG, proporcionando um ambiente acolhedor para discutirmos suas necessidades, mas também realizamos atendimentos online para clientes de todo o Brasil que buscam a expertise de um escritório especializado em Família e Sucessões.

Conclusão

Viver uma união estável é uma escolha de vida compartilhada, mas negligenciar a parte jurídica dessa união é um risco que você não precisa correr. Proteger seu patrimônio e o futuro de quem você ama é um ato de responsabilidade.

Seja para formalizar sua união, realizar um planejamento sucessório ou iniciar um processo de inventário, a orientação correta faz toda a diferença entre o caos familiar e a tranquilidade de um direito bem exercido.

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